Playlist: Um pouco de mim (músicas e clipes estrangeiros favoritos).

17/11/16

Eu sou apaixonado por música. Essa paixão não tem um gênero específico, se eu gostar da música vou ouvir até não aguentar mais.


Ouço de tudo, muita coisa nacional e internacional. Quando digo internacional, falo em uma escala global, não me prendo apenas a artistas americanos, vou além. Há muita música boa por aí. Eu particularmente, gosto bastante de música romena, é uma língua bonita que descende do latim, assim como italiano, francês, espanhol, português dentre outras e a Romênia possui grandes artistas, com voz de qualidade e melodias encantadoras.


Saindo da Europa em direção à Ásia, temos k-pop um gênero que conquistou admiradores de todas as partes do mundo. Claro, há também o j-pop, não é grandioso como a música coreana ou famoso como os animes japoneses, porém conhecido.


Na África, para ser mais preciso na Angola, um ritmo chamou minha atenção e me conquistou fácil, a kizomba. Com batidas fortes e letras quentes, a kizomba tem seu charme. Minhas cantoras favoritas nesse estilo são Anna Joyce, Pérola, Telma Lee e Bruna Tatiana.


Terminamos a nossa viagem pela América do Sul, representados pela Colômbia, Argentina e claro, nosso amado Brasil. Artistas como Lali Espósito e Anitta estão mostrando ao mundo que sabemos fazer pop, sim.


A propósito, se você não conhece o trabalho da cantora e atriz argentina Lali Espósito, você não vai se arrepender. Lali, acaba de lançar seu segundo disco. Intitulado “Soy”, o álbum tem sido um grande sucesso. A cantora já fez shows na Espanha, Itália, lançou clipe bombástico e tudo mais.



Finalmente, vamos a playlist. Todas as músicas abaixo fazem parte do meu cotidiano. Espero que goste!


Alina Eremia


Feli



Feli


BLACKPINK


HYUNA


BTS


Perfume


Perfume 


Anna Joyce


Anna Joyce


Pérola


Telma Lee


Karol G


Lali Espósito


Lali Espósito



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Conheça: Paulo Tawdr!

09/11/16

Paulo Tawdr é um jovem estilista paulistano. Com apenas 21 anos de idade, Paulo deu início a sua própria marca que carrega seu nome. A marca Paulo Tawdr acaba de completar 1 ano e a primeira coleção intitulada Close, foi um sucesso absoluto. Até Karol Conká se rendeu ao talento de Paulo e usou uma de suas peças em um show.

Paulo, como foi seu primeiro contato com a moda?

Quando eu tinha uns 14 anos minha bisavó me ensinou a costurar minha primeira peça, desde então desenvolvi um amor enorme pela moda.

Quando decidiu que era esse o caminho que gostaria de seguir?

A partir do momento que fiz essa primeira peça, já comecei a sonhar e desejar um dia ter minha marca.

Qual o pontapé inicial para o desenvolvimento da marca Paulo Tawdr? Quando você deu conta de que estava preparado para ter uma marca que leva seu nome?

Então, não foi nada planejado. Final do ano passado eu tinha uma festa para ir e queria uma camiseta nova, mas eu tinha só 20 reais na época. Resolvi pegar esses 20 reais e comprar um pedaço de tecido, com esse tecido fiz uma camiseta pra eu usar nessa tal festa. Quando ela ficou pronta pensei: Por que não vendê-la? Foi então que publiquei em um grupo de brechó no Facebook e acabei vendendo. Com o dinheiro arrecadado fiz mais 2, depois 4, depois 8, etc.




Você tem algum tipo de ajuda para confeccionar as peças ou faz tudo sozinho?

Faço tudo sozinho, desde a compra do material até o envio. Normalmente minha irmã me ajuda embalar as peças, mas a confecção é toda feita por mim.

Sobre sua atual coleção. Quais foram suas bases e a maior fonte de inspiração?


Eu fiz pensando mais no meu público-alvo, grande parte dos meus clientes são jovens e “baladeiros”, então quis fazer uma coleção para aqueles que gostam de dar close na noite.



Eu vi recentemente que Karol Conká usou um vestido da sua marca em um show. Ela estava linda e nós sabemos que Karol não é só dona de sucessos, mas também um ícone fashion. Como seu trabalho chegou até ela e qual a sensação de ter alguém tão famosa usando uma peça sua?

Certo dia a Stylist dela seguiu a marca no insta, curtiu e comentou uma foto. Não lembro exatamente o que ela comentou, mas foi algo do tipo “adoraria produzir com suas peças.” Mandei um direct para ela e começamos a conversar e ela me disse que já imaginava a Conká usando uma das peças em um show. Foi então que enviei a long para ela. O sucesso foi tão grande que em breve ela vai usar um outro look da minha marca, estou bem ansioso.

Esse outro look, faz parte da sua nova coleção? Estava lendo que você planeja lançar uma nova em breve.

Não, não. O look é dessa atual coleção. Mas em breve quero enviar uma da nova coleção para ela ser a primeira a usar. Sim, a nova coleção se chama D'Vil, usei como inspiração uma lembrança muito feliz que tenho quando criança.



E o que pode nos adiantar em relação a nova coleção?

Estou tentando me controlar para fazer um suspense (risos). Mas já contei para meus amigos no Facebook que terá couro, pelo, transparência.

Eu como um bom entrevistador, fucei as redes sociais da marca e parece que ela tem um público fiel. Uma quantidade de pessoas que realmente segue e gosta do seu trabalho. De onde vem tamanho sucesso?

Até eu fico surpreso com a quantia de pessoas que acompanha meu trabalho. Eu nunca imaginei atingir uma quantia tão grande de pessoas em apenas um ano de marca.

O que espera da marca? Aonde Paulo Tawdr se vê daqui 10 anos?

Daqui 10 anos quero estar com lojas físicas espalhadas pelo Brasil e quem sabe pelo mundo, vestir grandes celebridades. Ser uma grande marca igual Versace, Dior, Gucci, Chanel, etc.

Moda é uma área muito difícil. Principalmente em um país como o Brasil, cheio de preconceito e restrições em relação a certas coisas. Por que é tão desafiador ser um estilista no Brasil e como se destacar?

Olha, realmente a concorrência no Brasil é muito grande e é um pouco complicado se destacar em meio tantos estilistas maravilhosos. Não que eu seja conhecido, mas o pouco que sou acho que se deve ao diferencial das peças, busco sempre por uma moda sem gênero e tento criar peças bem ousadas. Sobre o preconceito, existe muito. Vivo banindo/excluindo pessoas que vão até as redes sociais da marca deixar comentários negativos, quase todos os dias.



Quais são suas maiores inspirações na moda?

Minha maior inspiração é a Ladu Gaga. Assim como ela eu tento transmitir para as pessoas que me acompanham que podemos ser aquilo que queremos ser. Afinal a roupa diz muito sobre quem somos.

Você acredita em um padrão de beleza?

Nesse mundo da moda eu acredito que não tenha um padrão, vejo em grandes marcas mulheres e homens com belezas tão diferentes. As vezes o que é bonito para mim acaba não sendo para outros.




Um jogo rápido.

Um desejo para 2017?

Entrar na Casa de Criadores para desfilar minha marca.

Um erro de estilo?

Seguir padrões.

Um ícone fashion?

Para mim, Lady Gaga! ❤

Uma peça essencial?

Camiseta preta, essa todos nós temos que ter no guarda-roupas.

A melhor invenção da moda é?

Vestido de carne? (risos). Ah! Eu amo salto alto, são incríveis. Inclusive homens deveriam começar a usar, assim como as mulheres usam tênis. Direitos iguais né, non?


Se você gostou da entrevista e das peças da coleção Close, Segue as redes sociais da marca. Lá você vai ficar por dentro de todas as novidades, além de acompanhar o trabalho. Basta clicar e pronto.

As imagens são do fotógrafo: Vinicius Costa

Modelos: Carz Fill e Nany Ferrari.

Página: PAULO TAWDR

Twitter: @paulotawdr

Instagram: @paulotawdr

Snap: paulotawdr

Para se apaixonar: Tati Lucindo e sua lente mágica.

27/10/16

   Tati Lucindo é uma jovem fotógrafa do interior de São Paulo, com apenas 20 anos de idade, Tati exerce um trabalho de qualidade e prova que jovens fotógrafos são sim competentes e que podem realizar trabalhos dignos de elogios e atenção. Conheci Tati através do seu instagram e logo me apaixonei. A delicadeza e a sensação de leveza que Tati transmite através de suas fotos é algo indescritível. Se você não acredita que fotografia é arte, então espere até conhecer o trabalho magnífico da fotógrafa Tati Lucindo.



      Tati, com quantos anos começou a fotografar?


   Comecei a ter um contato maior com a fotografia aos 13 anos, quando ganhei minha primeira câmera digital e me interessei mais em pesquisar sobre o assunto. Foi quando a paixão começou a nascer.

   Quando percebeu que essa paixão poderia se tornar uma profissão?

   Acho que quando comecei a seguir fotógrafos profissionais e me encantar pelos seus trabalhos. Imaginava-me com uma câmera profissional, tirando fotos tão lindas quanto às deles. Aí percebi que era o que eu queria fazer para o resto da vida.


   Como surgiram os primeiros trabalhos? Qual foi sua reação?

   Bom, quando eu ganhei minha câmera comecei a fotografar de tudo. Como eu fotografava várias amigas, começou a surgir pessoas interessadas em me contratar. Foi bem natural, eu não saí divulgando porque sempre fui insegura com tudo o que eu faço, então os trabalhos surgiram pelo interesse das pessoas mesmo e eu aceitei fazer. Com o tempo fui definindo meu preço e conquistando mais oportunidades. Confesso que nas primeiras vezes que aparecia clientes eu ficava feliz, mas bem nervosa e ansiosa. É normal se sentir assim no começo.


   Referência de profissional: Quem inspira você e o que inspira você?

   Tenho muitas inspirações! São anos acompanhando vários fotógrafos. Mas entre as minhas maiores referências estão a Sharon Eve Smith e o Dmitry Gerasimovich. De resto, sou muito inspirada pelas pequenas coisas do cotidiano e pela natureza com seus detalhes.

   Eu acredito que podemos aprender com absolutamente tudo. Trabalho, pessoas, livros, histórias e etc. O que a fotografia ensinou a você?

   A maior lição que eu aprendi com a fotografia, foi ver a beleza no simples. E é o que mais me encanta nessa arte. Tem tanta beleza no nosso dia-a-dia, nas ruas, nos "cantos" e muitas vezes isso passa despercebido. Aprendi a parar e observar, e com isso encontrar pequenas coisas que deixam a vida mais bonita. Hoje valorizo muito pequenos momentos e pequenas felicidades.





O que você mais gosta de fotografar?

   Natureza! Não há nada que me faça mais feliz do que ir para o meio do mato com a câmera e fotografar flores, borboletas, insetos e paisagens. Mas também gosto muito de fotografar meu cotidiano e de registrar momentos, principalmente para guardar memórias da minha família e pessoas que eu amo.



Você tem o apoio dos seus familiares? Sabemos que não é uma profissão "segura" (pelo menos não para algumas pessoas). Você pensa em fazer outra coisa?

   Sempre tive o apoio da minha família, pelo menos dos meus pais e irmãos, mesmo sendo uma profissão um pouco arriscada. Eu penso em trabalhar apenas com fotografia autoral, ao invés de eventos e sessões fotográficas. Mas no momento isso é um pouco inviável, além de ser um nicho dentro da fotografia com um mercado bem difícil e mais arriscado ainda que o mercado "normal" que trabalha com prestação de serviço a clientes. Não que eu não goste desse mercado, mas vejo o meu potencial sendo maior em fotos autorais.

Hoje em dia por conta do crescimento das redes sociais todo mundo se acha um pouco fotógrafo e tem muita gente boa aparecendo. Você acredita que isso pode se tornar um problema?

   Pelo contrário, acredito que a popularização da fotografia só tem benefícios a trazer. Com isso lançaram equipamentos de entrada mais baratos e o olhar crítico das pessoas fica maior em relação a fotos e acho que no mercado há espaço para todo mundo. Claro que existem profissionais ruins de monte, mas essa popularização também deu a oportunidade de muitos poderem começar na carreira mesmo sem ter muitas condições. Antigamente uma câmera era artigo de luxo e com o crescimento da tecnologia isso mudou. Sem contar que as redes sociais são ótimas ferramentas para divulgação.


O que torna uma fotografia perfeita?

   O que me faz olhar uma foto e pensar "nossa, que foto perfeita" é o sentimento que ela me passa assim que eu a vejo. Gosto de fotos que contam uma história, que passam uma sensação de calma, de simplicidade e outras coisas boas. Isso é o mais importante, na minha opinião. Uma foto sem sentimento é só mais uma no meio de muitas. Destacam-se mesmo aquelas que nos fazem sentir.



Quando realiza um ensaio ou sai para fotografar, costuma buscar referências?

   Eu sempre busco referências algumas semanas antes do ensaio, mas não gosto de ver fotos sobre o assunto na semana e no dia que vou fotografar porque isso às vezes me atrapalha no processo criativo e eu acabo ficando com aquelas referências muito intensas, não me deixando muito livre pra criar. Comigo funciona melhor ir para o ensaio com a mente mais vazia, mas acho que isso depende de pessoa para pessoa.

Qual conselho daria para uma pessoa que quer começar a trabalhar com fotografia, mas se sente inseguro?

   A melhor forma de transformar sua fotografia em um trabalho é fazer muitos ensaios ou vários eventos (dependendo do que você quer fazer como carreira) antes de cobrar por isso, só para treinar. Divulgue muito esses trabalhos e naturalmente irão aparecer pessoas interessadas no seu serviço e tudo vai fluir. Não aconselho a começar cobrando um preço muito abaixo do mercado para ter mais clientes, porque isso acaba prejudicando o seu futuro como profissional. Ceder alguns trabalhos para treinar não é "trabalhar" de graça, e sim ganhar experiência e fazer contatos. É um aprendizado válido que ajuda muito na hora de começar uma carreira.

Quem seria Tati Lucindo sem sua câmera?

   Com certeza uma pessoa muito menos observadora. Tenho o costume de levar minha câmera sempre que eu posso na bolsa e por isso estou frequentemente observando tudo à minha volta para fotografar, mesmo quando ela não está comigo. Sem ela na minha vida eu não teria esse costume e talvez me importaria muito menos com as pequenas coisas e com detalhes.



Para encerrar...

Indique um fotógrafo para visitarmos?

   Eva Merry é uma fotógrafa muito inspiradora com retratos incríveis.

Um livro?

   Um livro que marcou minha vida foi ''O coração é um caçador solitário." Carson McCullers, eu não canso de indicá-lo.

Trilha sonora?

   Música é algo que me inspira muito para fotografar e sinceramente a trilha sonora do jogo "Life is Strange" combina muito com fotografia, inclusive o jogo tem muito sobre isso e todo fotógrafo amador ou profissional deveria jogá-lo.

Uma frase que resume você?


   Acho que eu não conseguiria me resumir em uma frase, mas eu gosto muito de uma fala da minha série favorita (Doctor Who) que basicamente é: "Somos todos histórias no final, então faça dessa uma boa história." Me inspira a guardar boas memórias da vida para no final realmente ter uma linda história.




 
   Meu agradecimento a Tati por ser uma fotógrafa incrível e por me inspirar com suas fotos lindas e delicadas. Agradeço pela paciência ao ceder essa bela entrevista. Sigam Tati no instagram: @tatsiology e no Flickr: Tati Lucindo. Ela também tem um blog lindo, façam uma visita: Tatsiology . Obrigado amado leitor, volte sempre. 


Sobre ela...

14/10/16

 Ela pensou inúmeras vezes antes de partir. Perdeu o sono. Sabia que não seria fácil, mas acima de tudo sabia que era necessário. Ir embora para buscar a si. – Parecia tão certo. E era!


Amanheceu, lá estava ela, em pé a espera do primeiro ônibus, acompanhada por seu fone de ouvido e uma mochila discreta, ali havia apenas o necessário. O ônibus foi se afastando da cidadezinha, que agora parecera ainda menor. Com medo, virou-se, então percebeu que nunca pertenceu àquele lugar, o medo se tornou esperança. Esperança de um recomeço, uma vida nova repleta de sonhos.


Afinal, o que esperar de uma menina do interior? Sua mãe sempre imaginou um começo como o de sua irmã mais velha, casar aos vinte, ter filhos, viver para a família e ser uma boa dona de casa. Mas o começo de sua mãe, para ela, parecia o fim. Ela cresceu livre e não queria prender-se a alguém, nem sequer ter filhos, muito menos ficar em casa. Talvez sua casa fosse o mundo. – Nossa! Há um mundo imenso a ser conhecido e explorado. Cores, pessoas, sorrisos, histórias. Parece mágico ou lúdico, mas a vida é mágica. Na mochila uma câmera, aliás não apenas uma câmera, um presente do coração de alguém para uma garota pequena, nascida em um lugar pequeno. A câmera foi o começo de tudo, lhe deu um novo olhar e novos caminhos.

(Foto por: Bruno R. Inoshita, mais fotos em @roberto_Inoshita)




De cidade à cidade até sair do estado. Parecia tão solitária, mas estava completa e por onde passava deixava registros, uma foto, talvez um beijo e um amor momentâneo. – Ah! Ela é especial. Só tem algo que a diferencia não só de outras garotas, mas de muita gente. Coragem. Sim, largar o que parecia seguro e certo por tantas incertezas e inseguranças parecia loucura, mas era felicidade ou sua busca. Nunca houve arrependimento. Saudade? Talvez. Mas a vida passa muito rápido para ser vivida pela metade.  



Liberdade de amor.

19/07/16

   Se amar torna-me fraco, então pretendo ser fraco até meu último minuto. Antes tachado de iludido, do que um pobre coitado sem amor. Pois um mundo sem amor é um mundo sem cor. Sinto pena daqueles que resolvem passar por tudo isso sem compartilhar a melhor parte de si. Deixe a religião alheia, deixe o Breno amar Augusto e Maria amar Tereza. Deixe aquilo que não lhe pertence e preocupe-se com sua própria existência. O vazio da existência leva ao ódio. Ódio e vazio andam de mãos dadas, fiéis e inseparáveis companheiros amargurados.

   Por que preocupar-se em mudar a vida de alguém? Por que não mudar apenas a sua? Uma existência vazia pode ser um fardo. Um fardo desnecessário, dado a você como presente por seu ódio sem cabimento. Disseram-me: Pessoas felizes não incomodam ou atrapalham. Vivem sua própria vida.
   
   O que lhe falta é felicidade? Por que não buscá-la? Nunca é tarde para ser feliz, nunca é tarde para lutar por aquilo em que acreditamos. Não temos o direito de barrar a felicidade de alguém para assim nos sentirmos completos. A nossa verdade é apenas a nossa verdade. Quem lhe deu toda a razão terrestre?

   A vida é dada a todos os seres da mesma forma. Com a vida vem a liberdade e dentro dessa liberdade, cada ser, como individuo, escolhe a melhor maneira de usufruir desse presente. Se a liberdade de Maria é amar Tereza, o que podemos fazer, além de aceitar? Por que impedir alguém de ser feliz? Por que dizer a alguém que amar ou desejar não é certo? Quem sou eu? Quem é você? Não sei se somos capazes de responder. Uma coisa é certa, eu, você, nós não somos ninguém para dizer quem outras pessoas devem ou não amar. Essa decisão é individual e temos que respeitá-la.

(Foto Por: Bruno R. Inoshita, mais fotos em @roberto_inoshita)

Outro caminho;

22/06/16

   Quando eu era criança sonhava em ser artista, trabalhar na televisão e ter milhares de fãs. Eu queria ser ator de novela, ser amigo de celebridades, desfilar por tapetes vermelhos. Aquele velho sonho americano. Motivado por esse sonho eu comecei a frequentar aulas de teatro, aprendi muita coisa e descobri que eu realmente nasci para arte. Por muito tempo acreditei que o palco era meu lugar. Sentia-me bem, em casa, esquecia todos os meus aborrecimentos adolescentes, ali eu era realmente aceito.

   Escrevi peças de teatro para escola, atuei. Foi bom, lembro com muito carinho. O teatro me ajudou muito, despertou desejos e me mostrou que eu era capaz, capaz de fazer tudo aquilo que quisesse. Então com 16 anos eu comecei a escrever um livro, mas aquilo não me parecia suficiente, eu não queria esperar para lançá-lo e só assim mostrar quem sou e tudo que penso para outras pessoas. Era muito tempo para um adolescente impaciente. Uma grande amiga estava desistindo de um blog em parceria com uma garota, nós sempre fomos muito próximos e passávamos boa parte do tempo falando sobre livros e coisas que gostávamos de escrever. Eu imediatamente pedi o blog abandonado, disse que queria começar um site, escrever para as pessoas e ter leitores,queria ser o maior blogueiro da cidade e faria isso acontecer. 

   Hoje já são quase 3 anos de blog. Lembro como se fosse ontem, a primeira matéria, a primeira vez que divulguei e as primeiras visualizações (que no total foram 26). Eu jamais imaginei que chegaria tão longe. Para você pode parecer besteira, mas para mim são 3 anos de conquistas, 3 anos de batalha, amor e realização. Recentemente, devido a vários problemas por um instante pensei em deixar esse blog de lado, esquecer tudo e dedicar-me a outras atividades. Depois, mais calmo eu pensei com carinho e cheguei a conclusão que abandonar esse blog é abandonar parte de mim. Abandonar um pequeno garoto sonhador que nasceu em uma cidade com pouco mais de 50 mil habitantes, com sonhos e ambições. E não, eu não posso fazer isso com essa pessoinha. Pois ele encontrou nas palavras refúgio e conforto. É tudo o que ele tem, tudo o que ama. 

   Eu decidi deixar palavras. Aprendi que melhor do que bens materiais, são as coisas sentimentais. Aprendi que cada palavra tem um significado e quando usadas de forma correta, podem informar, transformar, acalmar e ser. Ser o refúgio ou a luz que brilha no fim do túnel na vida de alguém. Talvez você não concorde com isso, mas acredite, em algum lugar tudo isso fez sentido para alguém.

   Queria dizer para você manter-se forte, para não desistir. Se você ama não existe motivo para desistir ou abandonar. Esse blog é a minha salvação, meu ponto de paz. Talvez eu não seja o maior blogueiro que você já conheceu. Não tenho milhares de fãs e nem estampo capas de revista, mas esse é o ponto interessante. Através desse blog, o menino descobriu que fazer qualquer coisa com amor é mais importante e que todo o resto é consequência. Dinheiro e fama não compram sentimentos, menos ainda sabedoria e vivência. Não vale a pena desistir de algo que amamos. O momento pode ser difícil, mas vai passar. Esse é meu recado.

(Foto Por: Bruno Roberto Inoshita, mais fotos em @roberto_inoshita)


   Caro leitor(a), agradeço por seu companheirismo. Por sua paciência e por estar aqui. Como humano sei que tem momentos difíceis, assim como qualquer outro. Não existe dor igual ou sentimentos iguais, pois cada pessoa sente e vivencia cada situação de maneira diferente, mas lembre-se: Desistir não é a saída. Lutar pode abrir feridas, mas elas cicatrizam e ensinam-te a viver. Sempre há outro caminho. Até.

Para pensar

19/06/16

   Desculpa uma simples palavra. O que faz você acreditar que uma palavrinha como essa tem o poder de consertar tudo? Concordo que pode ser um começo. Quando alguém responde: "Tudo bem, você está desculpado." Ela não quer dizer que não está magoada, que tudo que disse ou fez foi apagado. Entenda que é só uma palavra, não vai mudar sentimentos ou apagar o passado. Sim, é muito importante lembrar isso, hoje em dia parece que tudo se resolve com um pedido de desculpa e não é assim. Não podemos simplesmente falar tudo o que pensamos ou fazer e acreditar que as coisas mudam com uma simples palavra.

   Que tal pensar? Melhor ainda, pensar e repensar e então agir. Assim a chance de magoar alguém e magoar-se é menor. A vida é sim uma escola, sábio aquele que aproveita cada lição, muda, transforma e o mais importante, aprende com seus erros e até mesmo com erros alheios. Não estou dizendo para deixar de desculpar-se quando comete erros. O que quero dizer especificamente é que essa palavra não possui efeitos mágicos. Atitudes, ofensas, mágoas não irão se apagar assim que você lançar "desculpa", é só um começo, pessoas arrependidas mudam. Não por outra pessoa, mas por si próprio, essa é a melhor forma de mostrar arrependimento, essa é a melhor maneira de mostrar a alguém que tem vontade de corrigir-se. Somos a geração da desculpa. São tantas desculpas e quase nenhuma atitude.

   Faltam boas atitudes, boas ações. Já pensou em ser a pessoa que deseja? Uma vez eu li em algum lugar a seguinte pergunta: "Namoraria a si mesmo?" Já tentou responder a essa pergunta? Sendo assim, está lançado o desafio. Porém esse texto conselheiro não serve apenas para namorados e namoradas, serve para você filho, filha, mãe, pai, neto. Serve para você pessoa. Não necessariamente a mesma pergunta, você pode substituir por "Eu sou o pai que queria ter?", "A mãe...?" e etc. Minha intenção é simples, colocar-te para pensar, assim como eu encontrei um texto e repensei a minha vida, espero que encontre esse texto e repense a sua.


(Foto Por: Bruno R. Inoshita, mais fotos em @roberto_inoshita)


   Caro leitor, eu sou apenas um garoto de 19 anos, com muito para aprender. Mas se cada um de nós parasse um minuto, apenas um minuto para ouvir o que cada pessoa tem a dizer, o mundo seria um lugar melhor. Essa é a minha contribuição. Qual a sua? A gente pode fazer mais do que acredita ser capaz. Nunca esqueça.